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Riqueza, inveja e luxúria: Confira entrevista com Mortifer Rage

Um dos clipes mais bonitos que assisti em 2020. Este é o “Touch of Blood”, da banda de death metal, Mortifer Rage (MG). Fala sobre riqueza, inveja e luxúria, tudo em uma estética muito bela e simples, mas repleta de significados. A leveza da dança que se encontra com a agressividade do som, o barro laranja que se encontra com o som pesado. O clipe falava, gritava, e eu soube ali que deveria conversar com os músicos do grupo mineiro. De acordo com o baixista e vocalista, Carlos “Pira”, a música fala sobre a ganância do ser humano e os efeitos devastadores que a prática causa nele mesmo e no planeta. “Em analogia ao rei Midas, que era um ganancioso contumaz, e por ser assim caiu em desgraça, tudo que o homem toca, movido pela ganância é destruído. O conceito é o que a prática g...
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Metal em gaélico: confira a entrevista com a Angelique

As inspirações que influenciam a música da Angelique (RJ) são muitas: vão desde festivais pagãos à literatura irlandesa, e claro, o metal sinfônico. Em entrevista com o vocalista da banda, Beltane Tristesse, conversamos sobre o single em gaélico “Am Beannachadh Bealttain”, que em tradução livre para o português significa “A Benção de Beltane”, e descobrimos mais detalhes sobre a canção. Primeiro é importante contar que, de acordo com Beltane, a letra em gaélico não foi algo planejado. A canção na verdade é um texto irlandês chamado “Am Beannachadh Bealttain”, presente no livro “Carmina Gadelica”. O escrito fala sobre a gratidão pela colheita farta, pelos resultados de um ano duro de trabalho e pela proteção da família. “Não foi algo planejado. Na verdade isso ocorreu por conta ...
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Conversamos com a April 21st sobre impactante novo clipe

Em tempos de tanta violência, de tanta mentira, é na música que a gente encontra algum motivo para continuar seguindo em frente. Isso acontece com quem é fã, isso acontece com quem é músico. E foi com o sentimento de que somente juntos venceremos, que a April 21st (MG) lançou o single e clipe “We Are the Difference”. E o impacto foi tanto que decidi que queria escrever sobre o vídeo e conversar com a banda. O resultado dessa procura você acompanha abaixo, com a conversa que tive com os músicos. https://youtu.be/SYvEcx6EfvM Na primeira ouvida você já sabe que “We Are the Difference” é uma música agressiva, que joga a energia lá pra cima. Diferente das outras canções da April 21st, como as presentes no EP “Remains” (2018) e o singles “Resilience” (2019) e “Coldest July” (2020), esta ...
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Entrevistamos a Impluvium sobre o single de estreia

Riffs pesados e arranjos encorpados ajudam a definir o som da Impluvium (PR), que se autodefine como um projeto de estilo contemporâneo. O single Flower Street, lançado em novembro, é o trabalho de entrada da banda no mercado nacional de metal e antecipa o clima do álbum de estreia, em fase de produção. A canção já está disponível nos streamings, mas para aqueles curiosos em saber mais sobre a banda curitibana, já adianto antes da entrevista: a canção faz parte de um disco que será conceitual! “Flower Street é parte de um um conjunto de músicas que estão sendo escritas para um álbum conceitual que contará a origem da humanidade, passando pela conquistas e expansão de territórios, guerras e mazelas. Culminando com o que entendemos ser necessário para restabelecer o equilíbrio do mu...
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Entrevista: Um casamento adiado rendeu o ótimo single de Júlia Hardy

Adoramos mulheres fortes. Este é o caso de Júlia Hardy, vocalista e compositora paulista que lançou recentemente o single “Married to death”. A canção surgiu após a experiência de adiar um casamento e sair de um relacionamento tóxico, ao unir os dois traumas, a cantora os transformou em combustível para a música que une heavy metal e hard rock, com arranjos de Val Santos (ex-guitarrista do Viper). Conversamos com a artista sobre a canção, as influências musicais e muito mais! A letra de “Married to death” foi escrita em 2019 por Júlia Hardy, que conta que na ocasião havia adiado um casamento e não tinha se livrado de um relacionamento tóxico. “O casamento chegou a ter tudo pronto para acontecer, igreja, vestido, buffet… Mas eu decidi adiar. Isso aparece na música através de uma f...
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Em entrevista hilária, o Sangre fala sobre internet e disco

Não está fácil para ninguém. Mas você tem que admitir: lançar álbum em 2020 está mais difícil do que o normal. Mesmo grandes bandas, como o Epica e o Cradle of Filth, adiaram seus próximos álbuns por causa da pandemia. Porém, mesmo em épocas mais escuras, podemos encontrar quem estava pronto para fornecer música para suportar esse caos. Uma dessas bandas é o Sangre (SP), de Thrash Metal, que lançou este ano o excelente “Technological Destination”, e é sobre ele que conversamos com Ian Arcas, vocalista. Mas antes… vamos conhecer um pouco mais do grupo? Adoro entrevistar, mas também amo escrever. E quero te contar sobre o que o Sangre fez para chegar até este ponto. Fundado em 2016, o grupo conta com os músicos Ian Arcas (voz), Piu Loko (guitarra), Rodrigo Penna (baixo) e Estevan Furlan...
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Fomos até a Rússia para conhecer a The End of Melancholy

Ah, com o poder da internet a gente vai para muitos lugares, não é? E nós chegamos até a Rússia e entrevistamos a Olly Lex, vocalista da The End of Melancholy, de Metal Gótico. Conversamos sobre o início da banda, sobre o “Paradox Intention” seu disco mais recente e a trajetória da vocalista. Mas antes, vamos fazer aquela breve apresentação do grupo para os fãs brasileiros que ainda não conhecem. Fundada em 2014 por Olly Lex (voz) e Andrew Petroff (guitarra), em São Petersburgo, a The End of Melancholy combina poderosos riffs de guitarra e letras poéticas. De acordo com comunicado à imprensa, o estilo deles é conhecido nos EUA como “Novo Metal Europeu” e de lá pra cá, já se apresentaram com bandas como Theatres des Vampires e Hanzel und Gretyl. Além do disco de estreia, “Paradox Inten...
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Conversamos com o Weald & Woe sobre o novo álbum

A melhor parte de ser jornalista de música é poder ouvir uma música boa, um álbum legal e ter a chance de entrevistar o músico sobre isso & contar para todo mundo o que rolou. É uma espécie de “kiss and tell”, só que profissionalmente. A conversa desta vez foi com o americano Jeff Young, aka Artos, guitarrista do Weald & Woe, porém mais conhecido pelo seu trabalho na By Fire & Sword. Falamos sobre o álbum de estreia “The Fate of Kings and Men”, a transição do Power Metal para o Black Metal, as influências musicais do trabalho, o conteúdo das letras, e como se isso não fosse o suficiente, o artista ainda preparou um faixa a faixa super especial para os fãs. O Weald & Woe é um projeto solo do guitarrista Jeff Young, e nele a busca é por mostrar o lado obscuro com o Black...
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Entrevista exclusiva com Haxon sobre novo álbum

Lembra dos álbuns crus de Thrash Metal dos anos 80? Eu ainda nem era nascida nesta época, mas é inegável que os discos de bandas como Testament, Megadeth e Sepultura durante aquela década foram essenciais para o que ouvimos hoje. O segundo álbum da Haxon, Wrath of an Era, é claramente influenciado por esta sonoridade e isso se deve muito a atenção aos arranjos. Conversamos com o baterista, Michael Dodaro, sobre este novo trabalho e o que o torna tão especial. Faltando poucos dias para a eleição que vai definir o futuro dos EUA, a Haxon, uma banda americana da Filadélfia, na Pensilvânia, lança um álbum com 12 faixas que abordam temas profundamentes políticos. A capa do disco, uma criação de Chris Bollinger, já dá a ideia de explosão que será encontrada em Wrath of an Era: a Estátua...
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Batemos um papo com a Voccatus sobre novo clipe

As cores têm um papel muito importante na sonoridade da Voccatus (RJ). No clipe “Sa.Day”, todas as cores se reúnem como forma de mostrar a importância da arte, seja ela a dança, a pintura ou a música. O vídeo é uma espécie de continuação do single “Do in Blue”, que foi lançado como lyric video e trabalha a força das cores azul, rosa, amarelo e branco. Tons que aparecem novamente no material audiovisual gravado em Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado do Rio de Janeiro. Todos vestidos de branco, enquanto o belo céu azul estimula a colorização. A vocalista interage com o quadro em branco e começa a pintar sobre o que sente. E a cada novo take, o tecladista, o guitarrista, o baixista, cada um assume uma cor como se fosse um traço da personalidade. O figurino, especialmente confeccion...