Therion lança um dos melhores álbuns de sua discografia

Therion – Leviathan (capa)

 

Metal sinfônico é a minha praia. Não é o primeiro estilo que conheci dentro do metal, mas é o que me tornou fã. O Therion é uma das bandas que mais admiro dentro do gênero (please come to Brazil!) e “Leviathan”, seu 17º disco, lançado via Nuclear Blast, é um presente para os fãs. Unindo elementos do heavy e do power metal, a banda sueca mostra que permanece mais viva e potente do que nunca!

Não há quem negue que o Therion sempre foi uma banda criativa, pronta para explorar novos caminhos, enquanto permanece fiel aos seus princípios musicais. Em “Leviathan”, Christofer Johnsson (voz e guitarra) e seu colaborador, Thomas Vikström, criaram algo que antes seria impensável.

“Nós fizemos a única coisa que restou de todos os diferentes ângulos para explorar. Nós decidimos dar ao povo o que eles vivem pedindo. ‘Leviathan’ é o primeiro álbum que nós deliberadamente lotamos de hits do Therion”, avisa Christofer.

O vocalista não está incorreto. Todas as músicas têm cara de single. Todas as músicas você quer aprender as letras, ir a um show e cantar junto do Therion (coisa de fã brasileiro, só a gente se entende!). O título do álbum, Leviathan, faz referência a um monstro marinho gigante do mito judaico-cristão – e não um summon do Final Fantasy – que tem raízes no folclore babilônico. Pensando nisso, o Therion criou um álbum gigante, feito para os fãs da banda sueca que não querem explorar algo diferente, mas sim que a banda relaxe e se dedique ao que faz melhor!

 

Em 11 faixas, o Therion mostra que consegue ser uma fábrica de hits, um exemplo disso é “Tuonela”, que ganhou clipe, e conta com a participação especial de Marco Hietala (Nightwish, Northern Kings, Tarot). A letra fala sobre Tuonela, um lugar mencionado em “Kalevala”, uma coleção de contos fantásticos antigos da Finlândia. Tuonela é o lugar para onde os mortos vão e há um rio onde cisnes negros vivem. Kalevala, que inspirou Christofer, também inspirou Tolkien.

 

De “Of Darkness…” a “Leviathan”

Criada em 1988, a Blitzkrieg se transformou em Therion, inspirado pelo álbum “To Mega Therion”, do Celtic Frost, conhecido por introduzir o vocal feminino ao metal extremo, em 1985. Com forte inspirações do death metal, gênero que ajudaram a definir, assim nasce o álbum de estreia, “Of Darkness…” (1991). A mudança que se torna “a cara” do Therion acontece em “Beyond Sanctorum” (1992), com vocais masculinos e femininos, emulando um coro de igreja. A inclusão de vocais mais limpos e a maior utilização de teclados tem início nos álbuns seguintes, “Symphony Masses: Ho Drakon Ho Megas (1993) e “Lepaca Kliffoth” (1995).

No quinto álbum, Theli (1996), a banda se torna conhecida por expandir os limites do metal da década de 90, se destacando junto a artistas do gênero “gothic metal” que começava a surgir, tais como Tiamat, The Gathering e Moonspell. E se você acha que o Epica foi o primeiro a incluir elementos da cultura árabe em suas canções, precisa ouvir o sexto álbum do Therion, “A’arab Zaraq – Lucid Dreaming” (1997), em que Christopher deixa fluir ainda mais a música do Oriente Médio no metal, tarefa iniciada ainda em 1992. Em seguida veio o clássico “Vovin” (1998), seguido por “Crowning of Atlantis” (1999) e “Deggial” (2000).

Foi em “Secret Of The Runes” (2001) que Therion revoluciona ao usar letras em sueco em algumas canções, deixando críticos ao redor do globo confusos, e os fãs entusiasmados. Os próximos discos lançados foram “Sirius B” (2004), “Lemuria” (2004), “Gothic Kabbalah” (2007), “Sitra Ahra” (2010) e o álbum em comemoração de 25 anos do Therion, “Le Fleurs Du Mal” (2012), que foi sucedido pelo dramático “Beloved Antichrist” (2018). Foi na busca do que fazer após o disco de 2018, para onde seguir, que a resposta veio em formato de “Leviathan”. Ouça!

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